A Sustentabilidade da Poesia Oral Improvisada: Minho e Madeira
Resumo
Abordam-se estratégias atuais de sustentabilidade da poesia oral improvisada em Portugal, comparando duas tradições regionais do repentismo: o desafio minhoto e o charamba madeirense. Ambas foram práticas poéticas subalternas, excluídas de processos de objetificação da cultura, o que começou a mudar desde final do século passado. No Minho, a prática repentista tem uma forte implantação social, mantida na intimidade cultural, mercadorizada de forma alargada, e integrando culturas municipais. Já na Madeira, pretende- -se contrariar a extinção anunciada do charamba pela legitimação como património imaterial parte da cultura regional autonómica. Iniciado como escrita individual de cada um dos antropólogos, cedo se fez sentir a vantagem da colaboração para comparar os dois terrenos abordados e, por fim, no contato com a situação minhota juntou-se à escrita a participação dum envolvido – o tocador.
Palavras-chave: Poesia Oral; Repentismo; Portugal; Arquipélago da Madeira; Minho; Charamba; Desafio; Escrita Colaborativa.
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