Comércio do Funchal: Imprensa Oposicionista Madeirense (1968-1974)
Resumo
O presente artigo analisa o papel do semanário Comércio do Funchal enquanto órgão de imprensa oposicionista no arquipélago da Madeira, desde 1967 até ao primeiro quinquénio da década de 1970, enquadrando a sua atuação no contexto político e social do final do Estado Novo. Refundado por um grupo de jovens oposicionistas, o Comércio do Funchal explorou inicialmente as falhas do sistema censório, assumindo progressivamente uma postura crítica face ao regime. A suspensão do jornal em 1968 confirma o impacto político das suas posições, não implicando uma alteração substancial da sua orientação após o regresso, já sob censura explícita. O artigo destaca ainda o papel do periódico no debate eleitoral das legislativas de 1969, na defesa da autonomia madeirense e na articulação entre democracia política e justiça social. O Comércio do Funchal ultrapassou a condição de jornal regional, afirmando-se como um elemento relevante da oposição democrática.
Palavras-chave: Comércio do Funchal; Estado Novo; Imprensa Oposicionista; Censura; Ilha da Madeira; Oposição Democrática.
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