Tolentino Mendonça: Da Insularidade à Poesia do Corpo

  • Cidália Dinis

Resumo

Tolentino Mendonça nasceu em 1965 na Ilha da Madeira (Machico). Considerado por muitos como um dos poetas mais representativos da nova geração de escritores portugueses, Tolentino é o poeta da saudade, da infância, do Corpo. A sua poesia é muito mais do que a mera simplicidade ou sentimento, é a poesia do afeto, da pluralidade de sentidos, da insularidade do silêncio, a partir do qual se desnuda um mundo – o da materialidade do Corpo.
Em A Noite Abre Meus Olhos – Poesia reunida, o leitor é não só reconduzido pelos meandros da memória, como também é confrontado não com o Corpo enquanto finitude, mas enquanto «fuga para a pluralidade dos sentidos», enquanto «Verbo», sem cortar o cordão umbilical com a Alma. Aqui os cinco sentidos ganham forma e a limpidez dos versos adquirem os contornos de um Corpo.


Palavras-chave

Poesia; Memória; Insularidade; Corpo.

Publicado
2019-06-06
Edição
Secção
Artigos / Ensaios