A Prisão de Américo Tomás e Marcello Caetano e o 1.º de Maio de 1974 na Madeira

  • Lino Bernardo Calaça Martins

Resumo

O presente trabalho pretende constituir um modesto contributo para ampliar o conhecimento, a interpretação e a explicação do período subsequente ao golpe militar de 25 de Abril de 1974.
Nos primeiros dias de liberdade, na Madeira, houve dois momentos altos: a estada, em situação prisional, dos principais representantes do Estado Novo; e a manifestação do 1.º de Maio de 1974. No que se concerne ao primeiro, apreciamos as razões da escolha deste espaço insular para deter os ex-governantes, o tratamento de que foram alvo, a agitação política que provocaram e a controvérsia surgida em torno do seu exílio para o Brasil. Relativamente ao segundo episódio, identificamos as suas motivações, a organização e a participação popular envolvidas e as respectivas consequências político-sociais, destacando-se a conclusão de que o 25 de Abril na Madeira ocorreu no 1.º de Maio.
A abordagem destes eventos faz-se não apenas parcelarmente, mas sobretudo através da sua obrigatória relação e da avaliação do seu impacto no espoletar e no acelerar da Revolução dos Cravos, nas ilhas da Madeira e do Porto Santo.
Com o recurso à imprensa regional e nacional da época, aos registos áudios e televisivos e à bibliografia disponível, deixamos uma breve visão – a complementar – de uma fase marcante na História do 25 de Abril na Madeira.


Palavras-chave

25 de Abril; Revolução dos Cravos; Movimento das Forças Armadas; Junta de Salvação Nacional; Américo Tomás; Marcello Caetano; Palácio de São Lourenço; 1.º de Maio; Dia do Trabalhador; Madeira.

Publicado
2020-10-06
Edição
Secção
Artigos / Ensaios