A Lírica Madeirense Contemporânea: Folheando os Cadernos de Poesia que a têm registado (1952-2016)

  • Thierry Proença dos Santos

Resumo

Considera-se neste artigo a poesia madeirense contemporânea, à luz dos coletivos de poesia inédita ou de cadernos de poesia, desde a década de 50 do século passado até à atualidade. Nessa década, surgem os primeiros sinais de rutura na lírica até então cultivada na Madeira com vozes como Herberto Helder, Jorge de Freitas e António Aragão. A par das tendências observáveis em Portugal, o cultivo da poesia na Ilha recrudesce nos anos 70, sobretudo após a Revolução dos Cravos. As décadas de 70-90 são os anos de ouro da poesia na Madeira, a verificar pela quantidade de poetas que surgiram nessa altura, nomeadamente Irene Lucília Andrade, José Sainz-Trueva, Gualdino A. Rodrigues, José António Gonçalves, João Dionísio, João Carlos Abreu, Laurindo Goes, Fátima Pitta Dionísio, Maria Aurora C. Homem, Luís Viveiros, Carlos N. Fino, David Pinto Correia, Teresa Jardim, José Tolentino Mendonça, Ângela Varela, Laura Moniz e Isabel Aguiar. Na Região Autónoma da Madeira, apesar do paradigma generalizado da cultura do espetáculo, das novas tecnologias e da globalização, o século XXI assiste a uma multiplicidade de projetos de expressão poética. O público que se interessa por poesia mantém-se reduzido, mas conta com mais leitores especializados. Trata-se, assim, de uma abordagem que visa sintetizar mais de meio século desta prática na Madeira.


Palavras-chave

Lírica Madeirense; Caderno de Poesia; Antologia; Sistema Cultural; Vida Literária da Madeira.

Publicado
2019-06-06
Edição
Secção
Artigos / Ensaios